Maio 23, 2019

Criatividade x Controlo de Gestão

A CRIATIVIDADE É UMA COMPETÊNCIA

Em que medida a criatividade convive com o controlo de gestão num ambiente empresarial? A tese que parece saltar à vista é a de que o controlo da gestão pode assumir um papel limitador da criatividade numa empresa e que a relação entre criativos e gestores pode ser complicada, tendo em conta os diferentes pontos de vista de cada um. O que muitas vezes não se percebe é que essa aparente contradição, quando bem gerida, pode ser complementar de forma positiva.

A competência criativa é inerente a todas as pessoas. Há pessoas mais experientes que desenvolvem essa competência de forma mais estruturada e profunda através de formação e aplicação prática, e há outras desenvolvem menos essa competência logo, possuem menos experiência. Essa diversidade é importante nas organizações pois quanto mais diverso for o ecossistema organizacional mais diferenciada será a qualidade do output e mais amplo o poder de entrega. Saber gerir as competências criativas dos diferentes setores é como a atividade de um maestro numa orquestra, onde cada instrumento tem seu momento e todos tocam juntos a mesma música.

A EQUIPA CRIATIVA

As diferentes valências de uma empresa devem coexistir, compreender-se entre si e perceber o valor de cada uma. Os processos criativos organizacionais bem-sucedidos são o resultado de equipas de trabalho que se ligam, que comunicam de forma plena, que partilham e que compreendem e respeitam a função de cada elemento da equipa. Para isso, os diferentes colaboradores têm de se conhecer, saber a função e o perfil de cada um, para poderem explorar da melhor forma as oportunidades que podem surgir. O objetivo da equipa tem de ser comum e residirá no cumprimento ou até na transcendência dos objetivos traçados, na satisfação do cliente, na qualidade do serviço prestado, no bem-estar de todos, na sustentabilidade do negócio e no sentimento de que cada um é parte de um todo maior.

PRAZO E LIBERDADE

A criatividade provoca e potencia momentos de maior liberdade para improvisar, gerar ideias, explorar novos caminhos, mas depois, deve assumir os momentos de convergência, onde deve focar, concretizar e garantir a execução. Sendo assim, o controlo de gestão deverá estar consciente da importância desses diferentes momentos e contemplá-los quanto a previsão e planeamento para se atingir os objetivos de entrega. Para que que não ocorram atrasos e ruídos, a comunicação entre todos os elementos da equipa torna-se fundamental e isso também deve ser garantido pelo controlo de gestão

Mesmo para os momentos de entrega, fecho ou apresentação pública em que há uma validação, um enriquecimento e uma eventual iteração que conduz a um novo futuro, a criatividade é fundamental dentro desse processo, para criar novas visões e fertilização do processo.

A CRIATIVIDADE É UM BEM QUE ESTÁ SEMPRE AO SERVIÇO DA EMPRESA

Sabe-se que os mecanismos de geração de novas ideias promovem a inovação e contribuem para o sucesso da empresa como um todo. Essa competência potencia e alimenta as ferramentas de apoio à decisão, e promovem cada vez mais, soluções competitivas, alternativas e menos comuns, que só a criatividade aplicada pode trazer. Cabe salientar, que a própria gestão precisa, em si mesma, de criatividade. Pode-se gerir os diversos campos da organização com o auxílio de técnicas criativas que facilitam o controlo da gestão. Dessa forma, além do controlo em si, há uma aprendizagem e exercício da aplicação da criatividade durante o processo em que os ganhos são muitos, tanto para a organização como para os colaboradores

Restrições

Ainda aconteçam momentos de maior liberdade, pode não estar subjacente uma liberdade criativa total dentro da organização. Por muito que pareça estranho, a criatividade vive principalmente das restrições, pois são esses limites que desafiam a mente a gerar soluções criativas. Por esse motivo, os criativos mais ou menos experientes, terão de explorar o desconhecido, ao mesmo tempo que procuram questionar o terreno conhecido para provocá-lo, contrariá-lo e transformá-lo em algo com significado para viver com ele de forma positiva e mais aberta a novas oportunidades.

Maio 16, 2019

Inovação no Ecossistema Hospitalar

O ecossistema hospitalar envolve inúmeras pessoas com diferentes necessidades e backgrounds que precisam de coexistir como comunidade num mesmo meio ambiente e com um objetivo único: a promoção da saúde.

O design tem por objetivo qualificar e facilitar a vida das pessoas, embora, de forma redutora, seja habitualmente associado apenas à qualidade e estética dos produtos e serviços. O design percebe os problemas de forma diferente através de uma visão global sobre cultura, contextos, experiências e processos na vida das pessoas para identificar barreiras e gerar alternativas para transpô-las. Apesar de serem vistas como “distantes uma da outra”, as áreas do design e da saúde têm como principal preocupação a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Logo, enquanto contributo para a promoção da saúde e minimização da distância entre estas áreas, enunciamos 5 aspetos benéficos do design na inovação do ecossistema hospitalar.

5 “MAIS-VALIAS” DO DESIGN PARA A INOVAÇÃO DO ECOSSISTEMA HOSPITALAR

1. Minimizar falhas e potenciar oportunidades do ecossistema

Entendemos que para um sistema funcionar em conjunto e em harmonia, todos os seus componentes precisam de saber de forma clara os seus papéis no processo. Logo, qualquer ruído, indecisão ou entrave pode influenciar e desacelerar este processo pelo que o fluxo de ações e informações deve ser muito bem definido.

A “mais-valia” do design está no mapeamento e análise dos fluxos de interação.

Este sistema interativo precisa de constante atenção, renovação e inovação para um desempenho positivo. O olhar externo do design ajuda a perceber onde moram as falhas e as oportunidades, de maneira a facilitar e garantir o curso da comunicação e a colaboração que refletem numa prestação de serviços de qualidade.

2. A complexidade dos sistemas é vista pelo design como uma oportunidade de inovar

Independentemente de qualquer solução, os problemas complexos são melhor resolvidos se todos avançarem com a mente aberta, sem preconceitos ou resistências. Assim existe uma maior liberdade de abertura para perceber as novas perspetivas e transformar um problema numa oportunidade. O design opera através da cocriação fomentando os processos de inovação de uma forma colaborativa e experimental. Atua na compreensão dos problemas em profundidade para potenciar a livre criatividade antes ainda de se definir a intervenção mais adequada para os diferentes níveis deste complexo ecossistema. Os processos podem ser de diversas ordens como a adoção de novas tecnologias por parte das equipas médicas, a gestão dos processos de mudança, ou o alinhamento e motivação de equipas, através de ferramentas metodológicas e técnicas com foco nas pessoas.

A “mais-valia” está em facilitar os processos através da criatividade com foco nas pessoas.

3. Otimizar os recursos para manter e elevar o nível de qualidade

Sabe-se que os sistemas devem articular recursos financeiros, técnicos e humanos para manter a sustentabilidade do negócio. Além disso, sabe-se da alta pressão orçamental em que os hospitais e operadores de saúde trabalham. Assim, torna-se necessário repensar e reorganizar estruturas e recursos de forma a não danificar a qualidade do serviço prestado.

A “mais-valia” está nas estratégias integradas para o desenvolvimento de soluções e dinamização dos recursos

A otimização dos recursos requer uma visão conjunta de planeamento de curto, médio e longo prazo e não uma postura imediata e solitária. Este processo, dirigido pelo design, consegue alocar, distribuir e minimizar o risco de falha comercial, garantindo o sucesso das organizações e elevada qualidade dos serviços.

Branco

DESIGN FOR CHANGE

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